Uma mulher de 21 anos, e seu companheiro de 28 anos, foram presos na noite desta segunda-feira (22) após um caso de aborto ser descoberto em uma residência localizada na Rua Pingo D'Água, no Jardim Ideal, na zona leste de Londrina. A ocorrência mobilizou equipes do Samu, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Perícia Criminal.
De acordo com informações apuradas no local, a situação veio à tona após a mulher passar mal e necessitar de atendimento médico. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro na residência, localizada nos fundos de outro imóvel. Durante o atendimento, os socorristas identificaram indícios de que a mulher teria provocado um aborto mediante o uso de medicamento.
Segundo informações levantadas durante a ocorrência, a mulher teria ingerido 16 comprimidos de Cytotec (misoprostol) com a finalidade de interromper a gestação. A informação será apurada pela Polícia Civil ao longo das investigações. Diante da constatação dos indícios de aborto provocado, a Polícia Militar foi acionada e isolou a área para o trabalho da perícia.
O companheiro da mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes. Já a mulher, que apresentava quadro de mal-estar, foi levada sob escolta policial ao Hospital Universitário, onde permaneceu sob cuidados médicos.
De acordo com a Polícia Militar, durante o atendimento, a mulher relatou que o aborto teria ocorrido algumas horas antes. No entanto, segundo avaliação preliminar da perícia, o feto, que seria do sexo masculino e possuía aproximadamente 20 semanas de gestação — cerca de cinco meses — ainda apresentava coloração rosada, indicando que a interrupção da gravidez poderia ter ocorrido poucas horas antes da chegada das equipes.
O feto foi encontrado dentro de um saco de lixo, próximo a uma churrasqueira existente no imóvel. No local, o perito criminal recolheu uma embalagem de entrega que poderá estar relacionada ao medicamento supostamente utilizado para provocar o aborto. O material foi apreendido e será analisado durante a investigação conduzida pela Polícia Civil.
Moradores que vivem no mesmo terreno relataram às autoridades que a mulher já havia apresentado sinais de mal-estar no domingo (21), incluindo episódios de vômito, mas teria afirmado que não procuraria atendimento médico. Os vizinhos também informaram que ela havia comentado recentemente sobre a gravidez, sem fornecer maiores detalhes.
O caso causou forte comoção entre os moradores da região. Muitos vizinhos acompanharam a movimentação das equipes de segurança e perícia e disseram estar surpresos e perplexos com a situação.
O feto foi recolhido pela Polícia Científica para os procedimentos periciais. A Polícia Civil seguirá com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso, apurar a origem do medicamento utilizado e verificar as responsabilidades criminais dos envolvidos.
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