A morte do trabalhador Lucas Orozimbo da Silva, de 32 anos, em um acidente de trânsito na região central de Londrina, continua causando revolta entre familiares e amigos. Na última segunda-feira (2), a família realizou um protesto no cruzamento da Avenida Juscelino Kubitschek (JK) com a Rua Goiás, local onde ocorreu a colisão que tirou a vida do vigilante.
Durante a manifestação, os familiares prestaram homenagens a Lucas e demonstraram indignação com a liberdade provisória concedida ao motorista envolvido no acidente, João Henrique Venturini Vecchi, de 37 anos, que deixou a prisão após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 32 mil.
Um dos momentos mais marcantes do protesto foi a manifestação da mãe de Lucas, Valdenice dos Santos, que questionou o valor estabelecido pela Justiça para a liberação do motorista.
“Cada ano de vida do meu filho, que tem 32 anos, valeu mil reais?”, questionou a mãe, em uma declaração que expressa a revolta e a dor da família diante da perda.
Segundo os familiares, o protesto foi uma forma de demonstrar publicamente a indignação com a decisão que permitiu ao motorista responder ao processo em liberdade. A família pede justiça e espera que as circunstâncias do acidente sejam rigorosamente apuradas.
O ACIDENTE
Lucas morreu na madrugada da última quinta-feira (29 de outubro), por volta das 4h26, enquanto trabalhava com rondas de segurança. Ele conduzia uma motocicleta quando, no cruzamento da Avenida JK com a Rua Goiás, foi atingido por um Chevrolet Onix.
Com a força da colisão, o trabalhador sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local, antes que pudesse ser socorrido.
O motorista do automóvel, João Henrique Venturini Vecchi, foi preso em flagrante. Conforme informações divulgadas sobre a ocorrência, ele admitiu ter consumido bebida alcoólica antes do acidente e se recusou a realizar o teste do bafômetro. Também foram relatados sinais de alteração da capacidade psicomotora.
Após audiência de custódia, o motorista conseguiu deixar a prisão mediante o pagamento de R$ 32.420 em fiança. Entre as medidas cautelares estabelecidas estão a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação e outras restrições.
FAMÍLIA AGUARDA JUSTIÇA
A liberação do motorista provocou questionamentos entre os familiares, que consideram o valor da fiança incompatível com a dimensão da perda que estão enfrentando.
Lucas tinha 32 anos, trabalhava como vigilante e deixou familiares, além de um filho de sete anos. Agora, a família tenta transformar a dor da perda em uma mobilização por justiça e cobra que o caso tenha uma apuração rigorosa.
Enquanto as investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias da colisão, a família mantém o pedido por responsabilização e espera que a morte de Lucas não fique sem respostas.