Terminou no final da tarde desta quinta-feira (17) o julgamento do caso Eduarda Shigematsu, menina de 11 anos que foi morta pelo próprio pai em abril de 2019, em Rolândia, no norte do Paraná. A sessão do Tribunal do Júri foi realizada em Maringá e durou dois dias.
Durante a audiência realizada na tarde de quarta-feira (16), Ricardo Seidi Shigematsu confessou ter matado a própria filha. O crime aconteceu no dia 24 de abril de 2019. Quatro dias depois, em 28 de abril, o corpo de Eduarda foi encontrado enterrado nos fundos de um imóvel da família, em Rolândia.
Na época do desaparecimento, a avó da menina, Terezinha de Jesus Guinaia, procurou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência informando que Eduarda havia ido à escola naquela manhã e não havia retornado para casa.
As investigações avançaram após a análise de imagens de uma câmera de segurança de um imóvel vizinho. As gravações mostraram Eduarda chegando em casa usando o uniforme escolar e, posteriormente, o pai deixando o imóvel.
Os investigadores também receberam informações sobre outro imóvel relacionado a Ricardo. Durante as diligências no local, foram encontrados sinais de que o piso de concreto havia sido rompido e a terra estava revirada. Após escavações, o corpo da menina foi localizado enterrado nos fundos da residência.
Ricardo foi preso na época e permaneceu custodiado na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Com a condenação, ele deverá continuar cumprindo a pena na mesma unidade prisional.
Ao final do julgamento, Ricardo Seidi Shigematsu foi condenado a 23 anos, seis meses e 21 dias de prisão. Pela condenação por homicídio, a pena foi estabelecida em 21 anos e quatro meses. Também foram aplicadas penas de um ano pela ocultação de cadáver e de um ano e dez dias pelo crime de falsidade ideológica.
A sentença também determinou o pagamento de R$ 90 mil de indenização à mãe de Eduarda.
Já Terezinha de Jesus Guinaia, avó da menina e mãe de Ricardo, foi absolvida de todas as acusações que pesavam contra ela. Ela respondia por ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
O julgamento foi realizado em Maringá após o processo ser submetido ao chamado desaforamento, mecanismo que permite a transferência excepcional de uma sessão do Tribunal do Júri para outra comarca.
Com o encerramento do julgamento, Ricardo permanece preso para o cumprimento da pena determinada pela Justiça.