Um homem identificado como Carlos Roberto Alves da Silva, de 42 anos, conhecido pelos apelidos de “Betinho Capeta” e “Beto Capeta”, morreu na tarde deste sábado (5) após um confronto armado com equipes da Companhia de Polícia de Choque, em Londrina, no Norte do Paraná.
A ocorrência foi registrada na avenida Presidente Castelo Branco, no cruzamento com a rua Aniceto Espiga, na região do Jardim Presidente, zona oeste da cidade.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, a Agência Local de Inteligência (ALI) do 5º Batalhão havia recebido informações de que Carlos Roberto, apontado pelas forças de segurança como liderança de uma organização criminosa com atuação na Zona Sul de Londrina, continuaria envolvido com o tráfico de drogas, armas e crimes violentos.
Ainda conforme a PM, havia informações de que ele estaria coagindo moradores e, juntamente com outros integrantes de uma facção criminosa, planejando atentados contra agentes de segurança pública na cidade.
Durante as diligências, os policiais identificaram o veículo GM Corsa Classic, de cor prata, que estaria sendo utilizado pelo suspeito. As informações foram repassadas às equipes do Choque, que localizaram o automóvel na avenida Presidente Castelo Branco.
De acordo com o relato policial, os agentes deram ordem de parada ao veículo. O carro teria parado bruscamente e, no momento em que os policiais conseguiram visualizar o condutor, Carlos Roberto teria apontado uma arma de fogo em direção à equipe.
Diante da situação, os policiais efetuaram disparos contra o homem. Após ele ser atingido, a equipe retirou a arma de seu poder e acionou atendimento médico.
Equipes do SIATE e do SAMU foram deslocadas para o local, mas o homem não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado.
Durante os trabalhos periciais, foi apreendido um revólver calibre .38. No porta-malas do Corsa, os policiais localizaram ainda cinco tabletes de uma substância análoga à maconha, que totalizaram aproximadamente 6,179 quilos.
HISTÓRICO CRIMINAL
Conforme informações da Polícia Militar, Carlos Roberto possuía um extenso histórico criminal e períodos anteriores de encarceramento. Ele teria permanecido preso entre 2002 e 2003, posteriormente entre 2004 e 2014, e voltou a ser preso em 2023, quando posteriormente obteve liberdade mediante pagamento de fiança.
Entre os registros atribuídos a ele estão condenações e investigações relacionadas a homicídio, tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha e dano, entre outros delitos.
A PM também aponta Carlos Roberto como integrante de grupos criminosos e uma das lideranças do tráfico na Zona Sul de Londrina.
Ainda segundo as informações policiais, o homem teria participação na articulação de um ataque a tiros de fuzil contra agentes do SOE, ocorrido em 2016, que resultou na morte de um dos agentes. A atribuição dessa participação consta nas informações levantadas pelas forças de segurança.
Após os trabalhos da perícia, o corpo foi recolhido e levado para a Polícia Científica.